menina tímida, essa IA >> whisner fraga
a inteligência artificial, ao contrário do que muitos apregoam, é inteligente sim,
tão inteligente que se adapta facilmente à realidade que se apresenta a ela,
e cresce, cada dia mais esperta e firme,
menos inteligente é a nossa espécie, que cria o monstro para depois tentar domá-lo,
as artes, então, ah, demoram a aceitar uma novidade,
e, quando aceitam, é porque se tornou inevitável,
esta semana outro caso de uso mal intencionado de uma inteligência artificial mexeu com o mundo das letras: o romance shy girl, da escritora mia ballard,
bom acrescentar que escrito em parceria com algum algoritmo,
o programa pangram, de detecção de IA, defende que 78% da obra foram escritos por uma máquina,
não tenho nada contra, o engenho está aí, cada um o use como melhor lhe convier,
o que me intriga é uma obra com furos na trama, frases desconexas e trechos sem coesão ser aprovada para publicação em uma grande editora,
não li o romance, não posso afirmar que tenha tantos problemas, mas vamos supor que sim, senão a editora não teria cancelado a edição,
supondo que a obra seja bem escrita, com tudo funcionando direitinho, a coisa talvez fique pior: por que desistir da publicação de um bom livro?, só porque teve a intervenção de uma inteligência artificial?,
não acho que seja um bom motivo.
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imagem: pixabay.



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