quinta-feira, 13 de julho de 2017

DOCE, DOCE... >> Analu Faria

Eu sou dessas que olha um Querer com a impaciência de quem olha um gato preguiçoso. Eu sou daquelas que só nota que o  Querer se fez carne depois que Ele já anda e fala. Funciona assim: aciono um Querer e O desejo na mesa para ontem. Ele cozinha ali na alma (na cabeça?), às vezes uma vida inteira. Quando vejo,  já está servido.

Foi desse jeito com um louco vício em açúcar, que eu tenho desde que me chamaram pelo nome (e eu respondi). De uma hora para outra, o vício tomou seu rumo, como eu Queria (mas não quando eu Quis).

O vício em doces pode ser até que volte, apesar de um sumiço passageiro já ser impressionante. De qualquer forma, o Querer-gato me assusta. Cozinha tão devagar que às vezes o considero desandado. Aparece pronto quando menos se espera.

É claro que isso aconteceu com coisas mais sérias da vida, principalmente depois que fiz o Caminho de Santiago, mas o que parecia impossível mesmo é eu deixar de ser a louca do doce.



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2 comentários:

Zoraya Cesar disse...

Tô doida pra fazer o Caminho, Analu, precisamos (ou melhor, eu preciso) conversar! Beijos

Anônimo disse...

Muito bom... também sou louca por doces ;0)