REVIVENDO O BRILHO ETERNO >> Clara Braga

Por muito tempo achei que assistir à um filme uma segunda vez ou ler um livro novamente, era, de certa forma, uma perda de tempo! A lógica era a seguinte: com tantos filmes e livros para ver e ler, se eu ficar repetindo demais, não vou conseguir ler e ver tudo que ainda quero.

Que bom que as coisas mudam e eu me permiti entender que, às vezes, o que precisamos naquele momento, é justamente ver ou ler aquela mesma mensagem novamente. Nós mudamos, todo dia quando acordamos somos uma nova pessoa, e interpretaremos as mensagens ao nosso redor de uma nova forma. Se você assistir à um filme hoje e amanhã assistir novamente, certamente já não será o mesmo filme!

E nessa nova fase de aceitar rever e reviver, acabei assistindo novamente ao filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Eu, mesmo sem participar de nenhum procedimento como o do filme, já sou uma mente sem lembranças, e só conseguia lembrar que quando assisti ao filme no ano de lançamento, lá com meus 16 anos, tinha achado o filme um pouco confuso e não lembrava ao certo se tinha gostado ou não.

Hoje, o filme entrou para a lista dos melhores filmes que já assisti. Sua mensagem deveria chegar à todos, principalmente em tempos complicados, como o que vivemos.

Entendo também eu não ter compreendido muito bem a mensagem lá atrás, talvez tenha me faltado maturidade para entender um filme que da forma mais ousada e inesperada que eu já vi, decide falar sobre um tema universal: o amor.

Achei surpreendente como as cenas são inesperadas, passando longe daquele dramalhão tão clichê. Eu não consigo nem classificar um gênero para tal filme, ele consegue passar pela tensão, pela comédia e quase chegar na ficção científica, é uma verdadeira loucura!

Mas no fim, nada disso importa, o que fica mesmo é a forte mensagem! Não vou falar muito sobre, para não correr o risco de falar demais e estragar o filme para alguém que eventualmente possa decidir assistir. Mas uma lição eu preciso compartilhar: muitas vezes, fazemos o possível e o impossível para apagar da mente momentos ruins, e não pensamos que se não existissem momentos ruins, não existiriam momentos bons!

Comentários

Carla Dias disse…
Ah, Clara, eu tenho filmes de cabeceira... rs. Alguns deles eu assisti tantas vezes, e, ainda assim, consigo perceber algo novo a cada vez. Sobre filmes, cheguei à mesma conclusão que alcancei para assuntos pra lá de importantes na minha vida: compreender requer atenção. Então, revisitar é preciso.
Gosto muito deste filme!
Zoraya Cesar disse…
Clara, eu tb só entendi a dimensão e profundidade desse filme um tempo depois. E a sua conclusão foi ótima. Somos seres de comparações, precisamos da dualidade e da diversidade de um lado para entendermos e valorizarmos o do outro lado. O desenho Divertidamente é bem isso. Talvez devêssemos ter visto o desenho primeiro e visto o filme depois!
Albir disse…
Estou a cada dia mais adepto da releitura. O livro é o mesmo, mas a experiência é outra.

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