terça-feira, 10 de outubro de 2017

PARADOXOS >>Clara Braga

Um dia um nasce, no outro dia um outro morre. Esse é o ciclo da vida, estamos sempre lidando com nascimentos e mortes, literais ou não.

Nascimento e morte são duas coisas que não poderiam parecer mais opostas, afinal, uma é vista como o começo enquanto a outra é o fim. Mas se você parar para observar, vai perceber que existem mais semelhanças nesses opostos do que você poderia imaginar. Aliás, todo fim não seria a chance de um novo começo?

Tanto o nascer quanto o morrer une as pessoas e provoca em nós um estado reflexivo de extrema importância para que a gente defina o que vai ser da nossa vida a partir desse novo acontecimento.

Tanto o nascer quanto o morrer podem ser acompanhados de um sentimento de alívio. No nascer o alívio vem com a alegria de ter por perto uma nova vida, o que gera um sentimento de esperança muito louco nas pessoas. E no morrer o alívio vem acompanhado da tristeza de saber que não será mais possível conviver com aquele que se foi, mas ainda assim foi melhor a pessoa parar de sofrer (claro que nesse caso não estou incluindo as mortes repentinas, essas geram um outro sentimento).

Tanto o nascer quanto o morrer podem nos transformar em pessoas totalmente dependentes umas das outras.

Tanto o nascer quanto o morrer são capazes de romper ou reatar laços.

Tanto o nascer quanto o morrer emocionam até as pessoas mais racionais.

Tanto o nascer quanto o morrer geram momentos que vamos levar para a vida toda.

Enfim, poderia enumerar diversas semelhanças, mas a questão é que o nascer e o morrer são tão marcantes na vida das pessoas pois um nos faz enfrentar o “para sempre” enquanto o outro nos coloca cara a cara com o “nunca mais”, não podia ser fácil...

   


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Um comentário:

Conceicao Belo disse...

Parabéns Clarinha, muito boas as comparações coisas tão opostas! Beijo