terça-feira, 19 de junho de 2018

CONTANDO COM A SORTE>> Clara Braga

Outro dia, em uma roda de conversa, ouvia alguns colegas contarem sobre suas experiências em sorteios. Achei curioso, pois pela primeira vez parecia que eu estava conversando com a pequena parcela de pessoas que adoram um sorteio pois sempre acabam ganhando alguma coisa. Um deles, inclusive, havia sido premiado com uma viagem nacional no dia anterior durante um curso que fazia.

As vezes é bom conhecer essas pessoas para acabar com aquela constante impressão de que todo sorteio é uma marmelada. Mas, quando me perguntaram sobre minha experiência acabei sendo obrigada a cair no clichê: de graça não ganho nem injeção na testa! Até naqueles sorteios bem bobinhos que servem só para ver quem vai ganhar o que, pois tem presente para todo mundo, eu fico sem nada pois esquecem de colocar meu nome.

Mas logo depois de compartilhar minha falta de sorte lembrei que eu estava sendo injusta. Houve uma vez na qual eu estava fazendo um curso de fotografia com um fotógrafo que eu admiro muito e, como parte da oficina, ele participou de uma mesa redonda com outros fotógrafos. Lá pelas tantas ele disse que sortearia um livro com suas fotografias. Para o sorteio precisávamos estar com um papel que entregaram no início da palestra com um número. Nunca me esqueci, meu número era o 10, mas não me preocupei em guardar bem o papel já que eu nunca ganhava nada mesmo.

Na hora do sorteio um milagre parecia estar acontecendo, chamaram o número 10! Eu demorei até ter uma reação, e então comecei a procurar meu papel comprovando que eu seria a dona daquele livro maravilhoso. 

O resultado vocês podem imaginar:: nunca encontrei o papel, nunca ganhei o livro e percebi que quando o assunto é sorteio, o melhor que faço é não participar!


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