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RELAÇÕES >> Paulo Meireles Barguil


A matéria é composta por partículas — átomos e moléculas — que interagem entre si, resultando, daí, as suas características.
 
A propriedade física da matéria é a configuração macroscópica dos objetos, a qual está vinculada à velocidade do movimento — energia cinética — das partículas.
 
A agitação das partículas é diretamente proporcional à sua energia e à distância entre elas.
 
A água, no estado sólido, possui moléculas muito próximas e com baixa energia cinética; no estado gasoso, por outro lado, as moléculas estão bastante separadas e com alta energia cinética.
 
Aprendi, há um bom tempo, que os estados físicos da matéria são três: sólido, líquido e gasoso.
 
Atualmente, além desses, há alguns nomeados e outros postulados, sendo o plasma o estado da maioria da matéria do Universo!
 
Zygmunt Bauman postula que a sociedade atual é líquida, característica que se manifesta nas relações, daí ter cunhado a expressão "amor líquido".
  
Embora ache pertinente e interessante a análise desse Filósofo polonês, ouso postular que atingimos o estado gasoso.

Talvez seja prudente esclarecer que essa metáfora indica a tendência das relações sociais, uma vez que, na História da Humanidade, esses tipos sempre me manifestaram com intensidade variada, a depender do espaço-tempo.
 
Creio ser importante dizer que, embora a configuração social nos influencie, somos capazes de escolher a nossa proximidade com as demais partículas da natureza e o nosso grau de agitação.

Não sou tolo de achar que nossa seleção é acatada integralmente pelo Cosmos, mas acredito que precisamos exercer, com serenidade e firmeza, esse direito que, na verdade, significa assumir a responsabilidade pelo que acontece em nossas vidas.
 
Penso, também, que não é razoável crer que todas as pessoas possuem a mesma configuração e que, portanto, são impactadas de forma semelhante pelas condições sociais.
 
Necessário, finalmente, que nos lembremos de que distância e energia são mutáveis, as quais podem alterar não somente o estado físico da matéria, mas, principalmente, a sua natureza química! 
 
Conectar-se com o permanente escondido no transitório é a magia que evita o espírito apodrecer no corpo, sua morada passageira, e expressar, mesmo que de modo acanhado, a sua plenitude.
 
Desligar-se do efêmero para vincular-se, com humildade, respeito e gratidão ao eterno, que se manifesta mediante texturas, cores, odores, sabores e sons...


[Torre de Pisa — Pisa — Itália]

[Foto de minha autoria. 17 de março de 2013]  

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