sábado, 16 de dezembro de 2017

BOAS FESTAS MEIO ASSIM... >> Sergio Geia



Dezembro de festas, amigo, gostaria de escrever coisas bonitas para você. Sabe como é, ano se encerrando, estamos aqui vivinhos da silva, somente isso já seria um bom motivo para agradecer.
Agradeça então.
Agradeço daqui.
Mas não quero só agradecer, quero dizer coisas bonitas — afinal, você quinzenalmente me acompanha aqui no “Crônica” (espero) —, falar da esperança de um ano melhor, desejar sucesso, momentos de alegria, felicidade (essa coisa mágica) em todas as dimensões de sua vida.
Ocorre que está difícil.
É que vivemos no Brasil, e o Brasil está de dar pena. Parece que encalacrou o sete a um em nossa vida de vez. Não sai mais. Culpa desses políticos que só pensam neles e em seus partidos (ouço na televisão um deputado dizer que os partidos têm de fechar questão sobre a previdência, assim, o deputado tem como se defender diante de seu eleitor, afinal, foi obrigado pelo partido; pode uma coisa dessas?). Estão lá para nos representar e NÃO NOS REPRESENTAM. Falta legitimidade. Tínhamos de ter o direito de tirá-los se não há uma conexão entre a nossa vontade e os seus projetos e votos. Assombra-me esse senhor Temer (mais sacrifícios para o povo?). Não está na hora de chamar as grandes fortunas para o sacrifício?  Como dizer que o Brasil precisa disso, que o Brasil precisa daquilo, se o Brasil somos nós, e a nós ele não ouve? Que direito tem de falar por nós? E o Rio de Janeiro então? Um desastre. Outro dia assistia Tropa de Elite 2, e parecia estar vendo o Jornal Nacional.
Stop, digo a mim mesmo.
Não tenho inspiração para lhe dizer coisas bonitas, não vou ficar aqui lhe dizendo coisas feias.
Pensei não dizer nada como já fiz noutra crônica, mas aí tive uma ideia. Uma santa ajudinha. Sim, pedir um auxílio para o meu santinho, cuja imagem tenho aqui na estante; Francisco saberia o que dizer. Abro “O irmão de Assis”, de Inácio Larrañaga, numa página qualquer e encontro esta mensagem:
“Irmãos caríssimos, Deus é nossa esposa. Deus é nosso fogão. Deus é nosso banquete. Deus é nossa festa. Se tivermos Deus na alma, a neve aquecerá, os invernos transformar-se-ão em primavera.”
Que as palavras do pequenino de Assis se transformem em realidade para o sofrido povo brasileiro.
Que a neve nos aqueça, que o inverno se transforme em primavera.
De Taubaté, no Vale do Paraíba, terra de Monteiro Lobato, para você, amigo, os meus sinceros votos de um Natal em paz, e um 2018 com saúde, e muitos, muitos momentos felizes.
 


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2 comentários:

Zoraya Cesar disse...

Obrigada, Sergio! E, por favor, escreva muito em 2018, que precisamos ler coisas boas e bem escritas. Assim, a vida passa melhor! beijos de feliz 2018.

sergio geia disse...

Grato, Zoraya! É recíproco, precisamos ler coisas boas e bem escritas, precisamos de Zoraya Cesar neste 2018! Bjs e sucesso! Sempre!