SACERDÓCIO >> whisner fraga

o primeiro sol arranha a túnica marrom,

antes desta faísca inaugural, a aragem,

e, antes ainda, o sono,

a túnica ondeada e eclesiástica,

uma tinta nova, violeta, nutre o turíbulo,

ao lado a pena e as folhas,

o primeiro sol me apanha cerzindo infinitos,

conluios, traições, emboscadas,

os óculos agarrados ao nariz, 

a esperança requeimada,

a menina empunha o café, um biscoito na outra mão,

sem açúcar?,

o primeiro sol veste a cadeira, aduba o sonho,

a história entorna as letras pelo papel,

e tudo é virginal e nem se sabe se vingará,

mas é vivo, 

a menina reconhece um prenúncio, 

o primeiro sol germina neste infinito agora:

estamos prontos

.


Comentários

Albir disse…
Saudades da menina trazendo o primeiro sol!
Zoraya Cesar disse…
já falei antes e repito agora: um livro com a Menina se impõe. Rápido.
Paulo Barguil disse…
Estamos prontos.
Seja para trabalhar.
Seja para estudar.
Seja para comer.
Seja para dormir.
Seja para algo menos utilitário e mais sagrado.

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