Pular para o conteúdo principal

HISTÓRIAS BONITINHAS >> Sergio Geia



  

Estava pensando em escrever algo bacana para vocês. Na verdade, estou aqui, sexta-feira 13, sentado à mesa, na mesa onde costumeiramente trabalho, com a tela do computador aberta, com a sacada aberta, com esse céu cinza, esse frio matinal que faz doer o corpo, essa ressaca de Brasil pós-Copa, imaginando algo bacana pra dividir com vocês.

Mas sabe que nada me vem? Ando pensando: estou com uma dificuldade enorme de encontrar assunto. Talvez ande mais exigente (e estou), e hoje, não é qualquer coisa que me faz sentar à frente do computador e escrever. Também não sou do tipo que pega uma tela em branco e começa a escrever, a história flui, em pouco tempo está lá, nascida, vivíssima da silva. Eu sempre preciso de um esboço, uma ideia, saber o que vou contar. Aí sim, eu sento e escrevo.

Semana que vem estarei em Sampa participando de uma oficina de crônicas com a Ivana Arruda Leite. Vou aprimorar minhas habilidades cronísticas, e aproveitar pra passear um pouco, comer bem, dar umas voltas, quem sabe um museu, ou show, e estudar um pouco.

Espero voltar mais criativo, vivo (Deus! Ultimamente vejo tanta violência na Frei Caneca!) e com histórias bonitinhas para contar.


Comentários

João Guarnieri disse…
É isso aí, Sergio. Essa oficina de crônicas deve ser um show! Boa estada pra você na nossa querida capital. Abraço.
sergio geia disse…
Valeu, João! Show!
Geia, antes de mais nada aproveite mesmo essa oficina, o quanto melhor estiver, melhor pra nós leitores, porém sou seu fã em crônicas a 30 anos, do tempo do caminhã do bando.kkkkk grande abraço.
sergio geia disse…
Grato, Darci! Bora!
Zoraya Cesar disse…
hahaha, mesmo sem assunto ele tem assunto! e escreve sobre o sem assunto com a delicadeza de sempre. Boa viagem!
sergio geia disse…
Ah, Zoraya, so você mesmo. Obrigado, amiga, pelo carinho de sempre.
Francisco disse…
Me identifiquei. Também não gosto de escrever por escrever, fico procurando uma ideia que me estimule e que eu goste.
sergio geia disse…

Obrigado, Francisco, pelo comentário. É isso aí, estamos juntos nessa!

Postagens mais visitadas deste blog

MÃE – A MINHA, A SUA, TODAS
[Debora Bottcher]

Pessoalmente, não gosto de escrever sobre ‘datas especiais’ porque sempre me pergunto quem foi que inventou esses ‘dias de’ e baseado em que. É que apesar de eventuais evidências, eu me recuso a crer que essa ‘mágica’ idéia resiste ao tempo, à modernidade, às novas gerações, fincada apenas no foco de atiçar as vendas do quase-sempre-em-crise mercado comercial – digo ‘quase’ porque todas as vezes que vou ao shopping, em qualquer dia da semana, assombro-me com o movimento constante. Daí não tenho certeza de entender bem a base dos números e imagino sempre que é porque as estimativas são ousadas e otimistas demais, muito acima do poder aquisitivo da população média.
Seja como for, se me proponho a abordar o tema do momento – o ‘Dia das Mães’ - prefiro direcioná-lo à figura materna diretamente, para quem, certamente, tal dia é apenas uma vírgula no traçado de sua (árdua) trajetória. Não sou Mãe – que fique claro; portanto, para dedilhar (vagamente) sobre elas, vou me basear na minha, nas m…

EU ESTOU BEM >> Sergio Geia

Digamos que foi um susto. No último dia 11, eu voltava de Jacareí sentido Taubaté, seguia o fluxo normalmente quando no km 156 da Via Dutra, bem em frente ao posto de guarda, em São José dos Campos, os carros à minha frente — como em Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva —, simplesmente congelaram. De 80 km, naquele trecho, para zero, em fração de segundo. Não tive tempo de rezar (ah, como eu queria!), nem sequer olhar pelo retrovisor, descobrir se havia ou não uma carreta atrás de mim. Quando a ficha caiu, pisei fundo no freio, consegui não atingir o veículo à minha frente, mas, também, só por outra fração de segundo. De repente, uma sensação esquisita: eu senti a estocada, os objetos que estavam em cima do banco do carona voaram, logo meu veículo era arrastado até atingir o da frente.

Desci. Os motoristas dos outros quatro carros desceram, todos confusos, querendo entender. Os três primeiros carros, incluindo o meu, pequenos danos materiais, levíssimos diante do susto. O penúltimo e o …

À DISTÂNCIA (Paula Pimenta)

E se quiser recordar daquele nosso namoro
Quando eu ia viajar você caía no choro Eu chorando pela estrada Mas o que eu posso fazer Trabalhar é minha sina Eu gosto mesmo é d'ocê...
(Vital Farias)

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever nessa crônica, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”

Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema …