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EU TEMO, TU TEMES, ELES NÃO TEMEM >> Clara Braga

Em março, todos estavam perdidos, mas muitos tinham mais receio de ter os filhos em casa por duas semanas do que de pegar alguma doença!

Em abril, o desespero era maior, pois todos perceberam que não teriam as crianças em casa apenas por duas semanas. Mas, embora as máscaras estivessem esgotadas em todas as farmácias, quem usava ainda era chamado de alarmista por alguns!

Em maio tudo já estava cancelado, as máscaras já estavam incorporadas ao look do dia e, quem podia, já estava se reinventando do jeito que dava!

Em junho, quem ainda não tinha assistido à uma live não estava fazendo quarentena direito!

Em julho, quem não estava de saco cheio das lives não estava fazendo quarentena direito!

Em agosto, era pequeno o número de pessoas que ainda confundiam quarentena com férias. Seria bom afirmar que isso aconteceu por consciência, mas aconteceu por causa do número de mortos! E também por causa do número de pessoas doentes e depressivas por consequência do distanciamento!

Setembro foi o mês de buscar alternativas para não enlouquecer! Alguns estabelecimentos já estavam abrindo e foi o início do tal novo normal!

Outubro chegou com mais algumas poucas alternativas, mas também um novo alerta de uma nova onda!

Novembro é a briga dos que vivem como se nada estivesse acontecendo com os que temem um novo lockdown! Nem acabou e já está chegando de novo!

Agora, dezembro já começa a surgir no horizonte e, pelos discursos que acompanho nas redes sociais, eu temo que teremos que explicar que a cura para o covid não se chama réveillon!

Comentários

Zoraya Cesar disse…
Clara, o problema é que podemos explicar, mas 'eles' não vao entender.
Qeu tristeza.