(RE)AGIR >> PAULO MEIRELES BARGUIL

 

Algo acontece.


O animal, então, reage.


Ou seja, segue fielmente as orientações internas prescritas.

 

Não há improviso, nem ineditismo.

 

Refém do seu ajuste, não sofre por isso, pois ignora tal situação.

 

Algo acontece. 

 

O Homem, então, pode reagir, pois é um animal, ou pode agir, pois a sua configuração o oportuniza construir uma nova resposta. 

 

Para tanto, ele precisa conhecer complexos aspectos da sua composição, bem como das suas misteriosas relações.

 

Múltiplos afetos, pensamentos e atitudes habitam o seu corpo.

 

Esse trio é inseparável, por isso as mudanças raramente são simples ou rápidas. 

 

Alguns estão lá.

 

Outros, talvez, chegarão.

 

Uns partiram.

 

Diversos nunca entrarão.

 

Em uma situação incômoda, a pessoa, para distanciar-se do reagir e favorecer o agir, precisa de um intervalo, acompanhado de uma generosa respiração (às vezes, precisa de mais!).

 

Esses ingredientes são indispensáveis para produzir uma original combinação.

 

Entre idas, vindas e paradas, com risos e/ou choros, aprendendo ou não com erros e acertos, seus ou dos outros, cada indivíduo participa desse paradoxal projeto coletivo que é a Humanidade. 

 


[Imagem criada, em 29 de maio de 2026, pelo Gemini a partir do comando "Crie uma imagem, sem palavras, inspirada em Candido Portinari, sobre (re)agir"]

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