terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O QUE VOCÊ FARIA? >> Clara Braga

Toda nova fase da vida é marcada por uma mudança. Essas mudanças, não importa se são grandes como a chegada de um filho ou pequenas como um corte de cabelo, sempre precisam de um período de adaptação e podem apresentar consequências tanto boas quanto ruins.

Muito se fala sobre as mudanças mais clássicas que a gente passa na vida como uma formatura, um casamento ou um novo emprego, mas tem uma situação pela qual muita gente passa que eu considero subestimada e que já deve ter gerado tanto conflito quanto um divórcio não consensual: partilha de bens de uma família quando os filhos saem de casa!

Tenho certeza que em algum lugar do mundo existem irmãos que se estranham há anos pois não souberam o que fazer com o computador que foi comprado em parceria, dividido até os centavos. Afinal, como definir quem tem mais direito?

E aquele vídeo game que a mãe comprou no natal para que os dois filhos dividissem? Quem está saindo de casa pode achar que os objetos são de quem sai primeiro, já quem fica acredita que merece ganhar algo nem que seja um prêmio de consolação por ter sobrado sozinho com os pais. Quem está certo?

E os livros que estão nas áreas comuns da casa, é para deixar ou eu posso levar aqueles que eu comprei com meu suado dinheirinho? E os CD's, são de quem ouve mais ou de quem coleciona? E o cachorro, vai ou fica?

São tantas questões que eu poderia ficar aqui durante horas só pensando nessas situações, como definir quem está com a razão e quem não está? Mas a única coisa que me passa pela cabeça é que nas vésperas do natal é ótimo não ser papai noel e não ter que escolher entre dar dois presentes de qualidade inferior para cada um deles ou dar um presente só e esperar o circo pegar fogo. 

O que você faria?




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