FELIZ (QUASE) NOVO EU >> Ana Raja


Meu retorno às atividades físicas em 2026 foi animado. Havia uma pitada de entusiasmo diferente. Pela primeira vez, essa decisão não foi tomada como uma resolução de lisa de metas a serem alcançadas durante os trezentos e sessenta e cinco dias que terei pela frente. 

Retomei algo que já fazia, mas sem a pressão das listas. Isso é diferente? Com certeza! 

Me livrei das convenções, das ilusões e das metas geralmente inalcançáveis. É um peso a menos para carregar. Comecei descartando alguns rituais: não comi lentilha nem escrevi em papel os meus desejos. Escolhi deixá-los soltos por aí. Seguindo o que  uma grande amiga vive me aconselhando, me joguei ao universo. É nessa conspiração que acredito e, claro, no meu anjo da guarda, em santo Expedito e em Santa Rita de Cássia. 

Sou uma ariana perdendo algumas características do meu impetuoso signo. Passei a lidar melhor com a espera, a escrita me trouxe esse equilíbrio. Li essa afirmação umas três vezes, e acho melhor reformular: não tenho pressa com os meus escritos. Sei esperar, deixo lá, maturando. Reescrevo. Com os outros eventos, sou uma pessoa em construção. Algumas inquietações não fazem mais sentido e acredito que a boa pratica da vida é não gastar energia com emoções duvidosas. A cabeça fervilhante d(ess)a ariana se concentra apenas no que pode fazê-la feliz. 

Talvez no próximo ano eu faça uma lista de desejos e coma lentilha! 

Aguardemos!

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As dores delas, primeiro livro de Ana Raja, está a venda em www.editoraurutau.com.

anaraja.com.br

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