PERIGO >> PAULO MEIRELES BARGUIL

Há quem não o evite, muito pelo contrário.

 

Está sempre disposta para se encontrar com ele. 

 

O seu frenesi é uma tentativa de anestesiar a antiga dor oculta.


Ah, quem a conhece sabe do seu vício, mas não sente o calafrio da sua alma.

 

Há tempos, ela, para evitar que o veredito seja anunciado, continua, compulsivamente, a jogar.

 

E a aflição continua a crescer...


Será que alguém, além dela, pode salvá-la?

Comentários

  1. Aí ai, eu adoro sua economia, mas agora queria mais palavras para conhecer a resposta dessa pergunta.
    Eu ando muito pessimista esses dias. Não sei se alguém tão imerso pode realmente se salvar ou ser salvo.

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  2. Também acho que não, Nádia. Talvez dependa do nível dessa imersão perigosa.

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  3. Ah, Paulo... Você e sua capacidade de escrever algo que nós, os leitores, podem trazer para várias situações da própria vida. Eu realmente gosto disso.

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  4. Ando pessimista e cínica. Mas preciso acreditar que ainda há salvação. Ou nem eu me salvo.
    Paulo preciso e afiado, como sempre.

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