PERIGO >> PAULO MEIRELES BARGUIL
Há quem não o evite, muito pelo contrário.
Está sempre disposta para se encontrar com ele.
O seu frenesi é uma tentativa de anestesiar a antiga dor oculta.
Ah, quem a conhece sabe do seu vício, mas não sente o calafrio da sua alma.
Há tempos, ela, para evitar que o veredito seja anunciado, continua, compulsivamente, a jogar.
E a aflição continua a crescer...
Será que alguém, além dela, pode salvá-la?


Aí ai, eu adoro sua economia, mas agora queria mais palavras para conhecer a resposta dessa pergunta.
ResponderExcluirEu ando muito pessimista esses dias. Não sei se alguém tão imerso pode realmente se salvar ou ser salvo.
Também acho que não, Nádia. Talvez dependa do nível dessa imersão perigosa.
ResponderExcluirAh, Paulo... Você e sua capacidade de escrever algo que nós, os leitores, podem trazer para várias situações da própria vida. Eu realmente gosto disso.
ResponderExcluirAndo pessimista e cínica. Mas preciso acreditar que ainda há salvação. Ou nem eu me salvo.
ResponderExcluirPaulo preciso e afiado, como sempre.