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UM CAJUEIRO, DUAS MANGUEIRAS >> Sergio Geia

  A tarde de domingo se despedia. O céu, em tons de lilás e dourado, anunciava o fim do dia. Uma brisa fresca acariciava a pele. Detive-me por um instante na calçada, eu estava na frente do meu prédio.    No canteiro da Juscelino Kubitschek, algo se movia de maneira curiosa. Observei. Era uma mulher e duas crianças. As meninas pareciam brincar de alguma coisa indefinida, com o sorriso fácil de quem ainda não conhece o peso do tempo. Nadavam felizes nos mares largos da infância; logo compreendi.    Há duas mangueiras no canteiro da Juscelino Kubitschek, bem no meio da avenida. As mangas surgem nas copas como pequenas luas amarelas, ouro maduro pendendo dos galhos. A colheita, então, vira brincadeira: elas escalavam a árvore, esticavam os braços, e a bolsa, pouco a pouco, ia se enchendo de sol. Às vezes paravam, desciam, sentavam-se no mato ralo e, sorridentes, alheias ao perigo dos carros que passavam, com os dentes amarelos de fiapos, abocanhavam a fruta....

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