CUNHA >> Sergio Geia
Não sou ateu, tampouco agnóstico. Tenho um passado dentro da igreja. Fui coroinha, catequista, toquei violão em missa, coordenei grupo de jovens. Ainda assim, com todo esse passado beato, faz tempo que não piso numa igreja. Esse pensamento insinuou-se de repente, como um clarão, assim que avencei pelo interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, após o encerramento de uma missa. Sinto uma paz, quieta, calma, me tomando o espírito. Muito pela energia do lugar. Mas, talvez, também pela energia daqueles dias em Cunha. Esta crônica, portanto, é um retrato (dizem que crônica é o retrato do cotidiano transformado em arte), e talvez agrade mais a mim do que a você. O primeiro retrato de outros tantos que virão sobre Cunha (quem sabe), e que vai para o meu álbum de fotos no Instagram (já percebeu que ele pode servir para esse fim?), que vai para o baú de fotos da sala da Adriana, de dias suaves que pedem uma fotografia, ou uma crônica. ...








