DIA DE PRAIA >> ANDRÉ FERRER
IMAGEM: Gemini Saiu da cama, lavou o rosto e vestiu a roupa do dia anterior. Foi para a sala onde estava a bagagem. Leo conferiu as cadeiras dobráveis, os brinquedos e o guarda-sol. Atrás dele, a esposa chegou e parou entre os batentes da porta, as mãos apoiadas na cintura. — Leve as coisas para o carro, Leo. — Quando eu voltar. Leo desamassou as calças e enroscou os dedos nos passadores. Ergueu a peça e apertou o cinto. Havia peso num bolso. — É sábado, Leo. — Melhor assim. Depois, fico tranquilo com você e as crianças na praia. Tenho que comprar pão de um jeito ou de outro. — E o celular? Está com você? Leo assentiu. — Então, seja rápido. Vou acordar os meninos. A uma quadra da padaria, Leo parou na rua deserta. A luz ficava espaçada ao longo do caminho, um poste aceso, o seguinte apagado e assim por diante até onde a visão chegava. Nos telhados das casas distantes, um princípio de sol. Leo girou o corpo, olhou na direção oposta onde estavam os restos da noite: um barrado ...







