UMA NOITE >> Zoraya Cesar
A sopa estava quente e condimentada, o caldo engrossado pelas carnes do coelho que conseguiram arranjar pelo caminho. Estivesse a comida ruim, ainda assim não lhe perceberiam o gosto, tal a perturbação que se apoderara de suas almas. Comeram em silêncio, cansados e tensos, alerta a qualquer barulho estranho, perscrutando os sons trazidos pelo vento. O s batedores voltaram, apagando os rastros deixados pelo pequeno contingente que restara da tribo e que agora fugia, desalentado e furtivo. Sentaram-se, eles também, para comer e descansar, enquanto os outros ajeitavam o acampamento improvisado por entre as pedras e o mato. Quando a primeira estrela apareceu, foi a vez de os vigias se levantarem. Morrigan C alma e resolutamente, os quatro homens se encaminharam para a costa, deixando para trás a tribo, que dormia depois de um dia de fuga, de mortes, de perdas. O ataque à aldeia tinha sido tão feroz, que só mesmo pela proteção de Sucellos, Senhor da Vida e da Morte, eles ...








