PARA MELHOR >> Ana Raja
Passo quase todos os dias pelas famosas tesourinhas, aqui em Brasília, e em uma delas, no final da Asa Norte, há um cartaz de tamanho generoso, no qual está escrito “amanhã a gente muda tudo”. Em algum momento, atingiremos a vontade de mudar nada? Passei algum tempo pensando na frase do cartaz, e seguindo a sugestão dela: procrastinei. Pensando do meu jeito intranquilo, comecei a analisar esta frase e o peso dela nas nossas vidas. Na juventude, há necessidade de mudança o tempo todo. Nossas ideologias nos impulsionam em busca de novos ares, de um mundo mais justo, nem que ele esteja restrito à nossa casa. Exigimos que nos escutem e sermos respeitados pelas palavras cruas escapadas das nossas bocas. Caminhamos pelas ruas com o brilho nos olhos de quem acredita, distribuímos sorrisos esperançosos, e, se naquele momento não alcançamos a realização dos nossos desejos, contamos com o amanhã e nunca procrastinamos. Quando alcançamos a idade mais madura, essa frase perde o sentido. Nada ...
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