MARGÔ E ZICA - final >> Albir José Inácio da Silva
(Continuação de 20/04/2026) A vizinhança acordou com os gritos. Na sala, a esposa em choque e o marido debruçado sobre a mesa. Um copo vazio e um frasco, ainda com alguns grânulos, em que garranchos no rótulo improvisado indicavam “Xumbinho”. Margô nunca conseguiu convencer o marido a se mudar daquele bairro porque ele não quis sair de perto das suas padarias e supermercados. Apesar do preconceito e do desprezo que ela sentia por aquela gente, foram eles que a socorreram naquele momento de aflição. Quando conseguiu falar, ela explicou que deu falta do marido na cama e, ao chegar na sala, ele estava morto. É verdade que a saúde tinha piorado, ele andava deprimido com as idas e vindas ao hospital, mas sempre foi um homem forte. Ela não esperava que ele fizesse isso. Não havia suspeitas, só tristeza e consternação, mas era suicídio e a polícia foi chamada. O delegado veio pessoalmente porque se tratava de um dos mais importantes empresário...









