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NO SALÃO >> Sergio Geia

  Quase dois meses se passaram sem que meus cabelos sentissem a aproximação de uma tesoura; fui ao salão.   (Espere. Pausa. Um recuo.)    Os novos tempos às vezes desbotam a beleza de uma frase. Rubem Braga, por exemplo, jamais iria a um salão, mas ao barbeiro. Antônio Maria não cortaria os cabelos com tesoura, mas com navalha. Eu mesmo escrevi “tesoura” por uma espécie de pudor estético. A verdade é menos elegante: meus cabelos não veem tesoura tem muito tempo; o que eles conhecem, intimamente, é o zumbido de uma maquininha que corta não só os fios, mas um pouco da poesia da crônica.    Sentei. Uma moça que não conheço veio me perguntar se faria a barba. Não. Vou cortar o cabelo. Ela olhou pra minha cabeça com uma cara engraçada. Vou raspar, completei.    Acontece que de uns anos para cá meus cabelos resolveram me abandonar. Meu pai não era careca; tampouco os tios do lado paterno. A herança veio pela outra margem da família. Talvez eu tenha puxa...

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