A CIÊNCIA NÃO EXPLICA O BOLSONARISMO E ISSO TE INCOMODA >> ALLYNE FIORENTINO
Sabe aquela cobertinha que você usava quando era bebê? Aquela que você arrastava pela casa, tratava com todo carinho, cheirava enquanto tomava sua mamadeira, depois abraçava e deixava pertinho do rosto enquanto dormia? Esse objeto-emocional feito de fibras, talvez daquelas descosturadas do cordão umbilical que jamais teremos de volta. Esse pedaço de pano, talvez tecido por Penélope, tentando cobrir os buracos que vão se formando em nosso corpo à medida que descobrimos nossa tão profunda e existencial solidão. Coisa de criança, diriam. Mas a gente cresce e continua carregando pra cima e pra baixo nossos objetos emocionais... várias cobertinhas, de variados tipos para variadas ocasiões. A Ciência vez ou outra costuma ser essa cobertinha. Qualquer anomalia no “projeto ser humano” e lá estamos nós, buscando nas pesquisas e nos dados científicos uma explicação para acalmar nossa mente e nosso coração. Como quando você acha tão, mas tão fofo um bebezinho que dá vontade até de mordê-lo,...








