O DESCANSO NERVOSO DO GUERREIRO >> Albir José Inácio da Silva
Acabo de me aposentar do trabalho, mas não da indignação. Aonde vamos chegar com esse arremedo de segurança pública? Passo os dias amargurado, assistindo programas policiais na televisão. O apresentador se esforça em elogiar o trabalho da polícia, mas sabemos que os acusadores estão em maior número. Na tela, o que os progressistas chamam de “vítima da sociedade”. Tem vagabundo escrito na testa, o meliante. Fica ali, encolhido no chão com cara de coitado, mas a mim não engana. Essa cor, esse cabelo, esse andar malandreado, a gente conhece essa raça. Só falta o fragrante. Bastava trabalhar ele uns minutinhos que falava até o não perguntado. Mas agora tá difícil de trabalhar. Tem câmera em cada poste, cada esquina, além de um bando de desocupados com celulares por trás das cortinas e venezianas. Mas não é só. Até o material que a gente carregava pra essas emergências – um pozinho, uma erva, uma pistola enferrujada - já não pode mais. Av...







.png)

