VERDEJANDO >> Sergio Geia
O sabonete é verde. A toalha é verde. O sofá, claro, verde. A fronha do travesseiro do filho é um desenho de campo de futebol — verde. O tapete do quarto do menino? Também. Campo de futebol, eu quero dizer. A almofada da sala é branca, mas não se anima sozinha: tem verde. O muro de entrada da casa nova, Verde. Recém-pintado, ainda cheira a esperança. Deseja plantas, arranjos, folhagens, quer mais verde na casa. Tem olhos verdes. Até o coração é verde, se é. Só ainda não descobriu. P.S.: 1. Juvenilidade em verso; destinatária? Uma corintiana. 2. Ilustração: ChatGPT








