PÃO INTEGRAL >> ANA RAJA
Se o embalo da vida é dança,
abraço minha falta de ritmo,
danço descalça,
de mãos dadas com os santos,
mostrando a eles que sei o quanto é bom
balançar o corpo
sem medo,
sem proteção para os cotovelos e os joelhos.
A vida não obriga ninguém a bailar.
Baile como queiras bailar,
mas vem sem medo da plateia,
da curiosidade dos olhares.
Os aplausos valem o baile,
são de rezas e de luz.
A eternidade corre
e vou continuar não pedindo permissão,
como princípio.
Mãos a me guiarem,
vejo a luz querendo querer-te no palco azul.
Comigo, a recordação da noite que nunca acabou.
A casa está lá – alma e chão; fim e início.
Sob o olhar dos santos, aceito o pão integral acompanhado de um gole de café.
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As dores delas, primeiro livro de Ana Raja, está a venda no www.editoraurutau.com.

AAAHH, achei maravilhosa!! Não vou rotular aqui, em público, mas é poesia. Pra mim é. É crônica também. É linda, ponto.
ResponderExcluirnem vou falar nada, só concordar completamente com o Iônio!
ResponderExcluirÔ Zoraya, dá trabalho né? É crônica mas escrita em estrofes, e eu adoro isso. Enquadrar arte, tentar definir, rotular é como aprisionar uma obra. Quando for lida daqui a dez anos já vai ser outra.....
ExcluirSuave poema como uma dança... parabéns, Ana.
ResponderExcluirLindo. Todos os elementos do afago gregário.
ResponderExcluirQue beleza, Ana!
ResponderExcluirValsa sobre pedras.
Este comentário foi removido pelo autor.
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ResponderExcluirEntre santos, eternidade e dança sem ritmo, o poema termina onde a vida de verdade acontece e onde a verdade da vida inicia.
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