não precisa, imagina! >> whisner fraga
nós a contratamos para uma ajuda no pequeno buffet de aniversário, para que pudéssemos ficar mais à vontade com os poucos convidados,
e foi tudo bem, ela é muito eficiente, deu conta de tudo,
a confraternização estava murchando, alguns já haviam ido embora, não tardaria para que os demais seguissem o exemplo dos apressados e se fossem, também,
vi que a mousse de maracujá estava quase acabando,
fui lá, apanhei três potes e os levei para a geladeira,
quando tudo terminou e pude dar uma conferida no estoque de sobremesa, percebi que não restou bulhufas, a mesa vazia,
virei para o lado, ela ajeitava a bagunça, desanimada,
para dar um jeito naquilo, peguei os potes, uma colher, juntei em frente a ela,
foi uma mudança no semblante!, um sorriso atropelou o desânimo e eu nem sabia que ela gostava tanto de doce assim,
já no terceiro, os dentes ainda trabalhando apressados, os dedos vira e mexe lambidos, ela me fala que não precisava, imagina, algum convidado deve ter ficado sem,
nisso dá a última colherada,
não precisava, imagina, isso tudo de doce, que delícia, mas não precisava.
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imagem: gemini.



Muito bom Whisner!
ResponderExcluirObrigado, meu caro Ionio. Tenho lido suas crônicas, logo comento algumas.
ExcluirImagina!!! Você é um escritor simplesmente incrível e tem uma coisinha que a gente passa a vida procurando: estilo!!! Isso é para os grandes. Parabéns pelo seu trabalho meu querido.
ExcluirLi com um sorriso no rosto. Delícia de história.
ResponderExcluirAh, feliz que curtiu. Muito obrigado!
ExcluirQue delicadeza, Whisner, de crônica e de gesto. Um retratinho do íntimo de uma pessoa assim, como quem nao quer nada, vc nos presenteia.
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