TUDO NA VIDA >>> Ionio Paschoalin
Eu, tu, ele, nós, vós, eles.
Tempos verbais são mentiras e só; pronto!
Estamos todos dentro de um mundo
e dentro desse mundo tem um Sol.
Ele brilha e faz tudo ficar branco.
Depois cansa e vai; o dia acabou, por enquanto.
Vem a noite e nos coloca lado a lado:
"Fechem os olhos e contem até dez,
enquanto eu escondo aquilo que já era".
Quando vai embora, deixa cair um resto de Lua
que fica um pouco mais para ver a luz da manhã.
E assim são os ciclos, seguem, seguem, rodam...
Nada será como foi antes de ser o que é;
até não ser mais nada e virar outra coisa.
Que vibre, que viva, que voe, que paire;
desde que nunca pare!



Que beleza, Ionio! Me lembrou Chaplin: "Se o ideal que sempre nos acalentou, renascerá em outros corações."
ResponderExcluirÔ Albir, que referência maravilhosa! Muito obrigado meu querido.
ExcluirIônio poeta! Não pelo formato, mas pela cadência das palavras, pela leveza e pelas entrelinhas. "Nada será como foi antes de ser o que é;
ResponderExcluiraté não ser mais nada e virar outra coisa." que também findará, porque nada para. Isso dá letra de música. Põe uma melodia nisso, Iõnio, será uma música, uma canção minimalista, intimista, cantada por um homem ou uma mulher de olhos semicerrados, em um ambiente noir, no qual só os bêbados e os solitários entendem o significado do que está sendo cantado. Que coisa mais surpreendente e linda!
Lindo é esse seu comentário Zoraya! Obrigado por suas palavras, pelo seu carinho e pelo seu olhar: adoro ler seus feedbacks!
ExcluirOlha, um poema desta vez! Muito bom, Ionio!
ResponderExcluirAAH, valeu demais Allyne! Super obrigado!
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