RITA >> Ana Raja
desfaço a trança
os fios longos
dos cabelos em claustro
afivelo a mala
arrasto para o pátio
iluminado de imagens futuras
do hálito embriagante
em cacos não mais pisarei
dos choros, das fraldas alvas
lampejos errados de mim
santa, santa, santa [não sou]
velas apagadas
promessas não cumpridas
renuncio o lugar
honrado de mulher de deus
mulher de mim
de todos
de ninguém
mãe, sequei
santa, santa, santa
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As dores delas, primeiro livro de Ana Raja, está a venda no www.editoraurutau.com.



Não sei nem dizer o qto gostei desse poema. Adorei os "cabelos em claustro", amei o enfrentamento para a liberdade. Ressoou muito comigo. Uma leitura muito bacana para o dia das mães.
ResponderExcluirQue coisa linda! Sdds de ler um poema seu! Perfeito!
ResponderExcluirTô com a Nadja: esse simbolismo de soltar os cabelos foi lindo, lindo. Na real, bonito é o poema todo, carregado de uma mistura de receio e coragem de quem sofreu demais.
ResponderExcluirAmigaa, que lindeza! Uma imagem mais tocante que a outra. Quantas mulheres em claustro dentro de cada mulher…
ResponderExcluirafivelo a mala
ResponderExcluirarrasto para o pátio
iluminado de imagens futuras
Que imagem! um poema tão conciso e tao cheio de luz, de esperança, de coragem. Amei
Mais Marias em busca de luz!
ResponderExcluirLindo!
esqueci de avisar: o anônimo, sou eu
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