poema 47 >>> branco
ela chega de maneira imperceptível
como se nenhum mal - ou bem - fosse causar
uma vez retira-nos a inocência
outras
oferece-nos a magia
a mão que atira a pedra
é a mesma que acaricia em perdão
o dedo que puxa o gatilho
é o mesmo que aponta a direção
ela nos traz amargas - ou doces - lembranças
de acertos - ou erros - cometidos no passado
uma vez deixa-nos em desassossego
outras
oferece-nos a felicidade por um sorriso recebido
os olhos que transmitem o ódio
são os mesmos que permitem chorar
a boca que ultraja e fere
é a mesma que nos deseja paz
ela tem o rosto esculpido em pedra
e de flor teimosa nascida no asfalto
uma vez é a frieza do mármore
outras
uma tarde feliz de verão
o coração que não retrocede
é o mesmo que sente remorso
a mão que assina a sentença
é a mesma que escreve um poema
ela chega de maneira imperceptível
desde o mais recém-nascido dos dias
uma vez nos deixa passivos
outras
em revanche
a alma condenada
é a mesma que está liberta
a pena do assassino
é a mesma do inocente
natureza humana
natureza humana
como se nenhum mal - ou bem - fosse causar
uma vez retira-nos a inocência
outras
oferece-nos a magia
a mão que atira a pedra
é a mesma que acaricia em perdão
o dedo que puxa o gatilho
é o mesmo que aponta a direção
ela nos traz amargas - ou doces - lembranças
de acertos - ou erros - cometidos no passado
uma vez deixa-nos em desassossego
outras
oferece-nos a felicidade por um sorriso recebido
os olhos que transmitem o ódio
são os mesmos que permitem chorar
a boca que ultraja e fere
é a mesma que nos deseja paz
ela tem o rosto esculpido em pedra
e de flor teimosa nascida no asfalto
uma vez é a frieza do mármore
outras
uma tarde feliz de verão
o coração que não retrocede
é o mesmo que sente remorso
a mão que assina a sentença
é a mesma que escreve um poema
ela chega de maneira imperceptível
desde o mais recém-nascido dos dias
uma vez nos deixa passivos
outras
em revanche
a alma condenada
é a mesma que está liberta
a pena do assassino
é a mesma do inocente
natureza humana
natureza humana


Diferente dos anteriores, mas com uma reflexão profunda na qual as escolhas nem sempre são feitas conscientemente. Muito profunda e inteligente.
ResponderExcluirMais uma vez, você joga na nossa cara as verdades da vida, e faz isso de um jeito tão sutil que quando percebemos já estamos imersos e não querendo que acabe.
ResponderExcluirA inteligência e colocação das palavras,faz enriquecer ainda mais o conteúdo dos poemas. Cada qual uma essência diferente. Parabéns!
ResponderExcluirComo sempre poema encantador.....
ResponderExcluirWilson quanto mais leio mais me encanta
ResponderExcluir...interessante que realmente todos nós temos os dois lados as vezes nós mesmo nós mostramos, outra somos obrigados RS. bjo
Parabéns meu amigo,vc se supera a cada poema,me emociono a cada leitura,coisas do nosso dia a dia,faz nos refletir ...entre "O certo é o errado ".. e na Vida ...obrigado...abraço
ResponderExcluirNada é linear, e isto faz parte da gente... Parabéns! Faz pensar!
ResponderExcluirParabéns!Caro caro amigo pelo lindo poema, nos faz refletir muito. Abs.
ResponderExcluirSensibilidade à flor da pele meu amigo,.. Parabéns!!
ResponderExcluirUma reflexão da natureza humana!! Tanto na ironia da maldade quanto na essência da bondade do Ser!! humano?
ResponderExcluirParabéns !! Profundo. Depende de como sopra o vento... será que cada vez mais!? Grande abraço Urso!
ResponderExcluirBelo, surpreendente, assustador. Tudo: a natureza humana e seu texto. Tenso. objetivo. Bom pra c...
ResponderExcluirdemorei um pouco para postar o agradecimento e peço desculpas pelo atraso. gosto de pensar que as vezes, muito as vezes, o espirito consegue entrar em contato com outros espíritos e fazer o tempo parar e neste tempo parado, tempo incontado, apenas os iniciados podem trocar olhares de compreensão e agradecimento.
ResponderExcluirpara que se firme, o meu olhar é o de agradecimento.