bittersweet >>> branco
estou sentado embaixo da árvore grande
- vocês sabem -
gosto de observar o movimento
mas hoje
não existem muitas coisas
a serem observadas
é apenas mais uma manhã tranquila
de uma quarta-feira qualquer
vento suave e repentino me faz lembrar
vejo um rosto sorridente
- a dona deste rosto tão lindo tem 17 -
viajo
não estou mais sob a copa da árvore grande
estou no campo
e olhando para essa vida tão jovem
que sem se saber observada
brinca e dança entre os galhinhos
sobre sua cabeça
- e sob o céu azul -
pássaros voam para algum lugar
enquanto ela abre os braços
- e fecha os olhos -
só pelo prazer de sentir o vento
agora outra paisagem
praia
vejo-a correr pela areia
e brincar com as marolas
que teimam em molhar seus pés
ela corre - e sobe - para as pedras
no canto da praia
enquanto sobre sua cabeça
- e sob o céu azul -
gaivotas voam para algum lugar
ela abre os braços
- e fecha os olhos -
só pelo prazer de fazer amor com o vento
um cachorro late
trazendo-me de volta para debaixo da árvore grande
levanto-me para ir embora
mas eu gostaria que você soubesse
- pequena e querida princesa -
que hoje
enquanto ando pelas ruas
a caminho de uma outra casa
abro meus braços
- daquele jeito tão seu -
só pelo prazer de sentir você no vento
- vocês sabem -
gosto de observar o movimento
mas hoje
não existem muitas coisas
a serem observadas
é apenas mais uma manhã tranquila
de uma quarta-feira qualquer
vento suave e repentino me faz lembrar
vejo um rosto sorridente
- a dona deste rosto tão lindo tem 17 -
viajo
não estou mais sob a copa da árvore grande
estou no campo
e olhando para essa vida tão jovem
que sem se saber observada
brinca e dança entre os galhinhos
sobre sua cabeça
- e sob o céu azul -
pássaros voam para algum lugar
enquanto ela abre os braços
- e fecha os olhos -
só pelo prazer de sentir o vento
agora outra paisagem
praia
vejo-a correr pela areia
e brincar com as marolas
que teimam em molhar seus pés
ela corre - e sobe - para as pedras
no canto da praia
enquanto sobre sua cabeça
- e sob o céu azul -
gaivotas voam para algum lugar
ela abre os braços
- e fecha os olhos -
só pelo prazer de fazer amor com o vento
um cachorro late
trazendo-me de volta para debaixo da árvore grande
levanto-me para ir embora
mas eu gostaria que você soubesse
- pequena e querida princesa -
que hoje
enquanto ando pelas ruas
a caminho de uma outra casa
abro meus braços
- daquele jeito tão seu -
só pelo prazer de sentir você no vento


Começando a semana bem... Parabéns, Branco!!!
ResponderExcluirWilson, você está de brincadeira... Lindo! Lindo! Lindo!
ResponderExcluirA cada crônica você se supera. Tenho acompanhado suas publicações. Hoje fiz a ordem cronológica inversa e você realmente se supera. Maravilha te ler.
ResponderExcluirRealmente muito lindo e emocionante, meu amigo! Parabéns!!!!
ResponderExcluirMagnifico !!!!
ResponderExcluirGrande branco! Muito sensível, muito bom! Completamente imaginável.
ResponderExcluirSeus escritos remetem a imagens, como em um bom filme no qual apreciamos e visualizamos cada detalhe. BRAVO!
ResponderExcluirNão esperava menos!
ResponderExcluirLindo como sempre. Obrigada por proporcionar minutos de boa leitura.
Branco, nem sei o que dizer. Do final só consigo dizer isso: maravilhoso. Suspendeu meu coração. Muito obrigada!
ResponderExcluirE eu me me peguei assistindo as suas palavras. Lindeza cenas, Branco.
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