SEM TÍTULO >> Cristiana Moura
Ela roçava os pés no colchão lentamente como que num afago. O barulho das construções dos arredores, mais alto que nunca, a invadir a casa sem pedir licença. Que nem amores que surgem sem convite em meio à multidão. Maculam a alternância leve e costumeira entre solitude e solidão. E , logo, vão embora em tom de talvez e identicamente sem rogar consentimento. Os sons invadiram, o amor invadiu, tudo cessou. E ela? Ela meramente prosseguia a esfregar, num mesmo ritmo, os pés por entre os lençóis.



Que volta. Digno de Cristiana Moura. Show!
ResponderExcluir;) Grata, Sérgio!
ResponderExcluiro eu na vida que acontece. formidável
ResponderExcluirCris!!! O que dizer? Vc entregou um mundo de sentimentos e vida em pouquíssimas palavras! Maravilhosa, você, né? Beijos contentes
ResponderExcluirbeijos, Zoraya, beijos!
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